Estava lendo o livro Desperte Seu Gigante Interior do mestre Anthony Robbins quando li este conceito e percebi que deveria compartilhá-lo, principalmente com os estudantes.

Basicamente, durante todo o tempo, nosso cérebro está tomando decisões sobre o que fazer. E simplesmente todas nossas atitudes são baseadas nestas decisões tomadas pelo nosso cérebro.

O interessante, é que todas as decisões tomadas pelo nosso cérebro são baseadas em somente dois fatores: evitar a dor ou obter prazer.

Pense na última vez em que você tentou fazer algum exercício físico. No momento de sair de casa, provavelmente passou algo similar ao que vou descrever aqui abaixo na sua cabeça:

Quero fazer exercícios para conquistar mais saúde (prazer), um corpo bonito (prazer) e ter mais disposição (prazer).

Mas vai ser tão difícil (dor), no outro dia vou estar dolorido (dor), está frio / calor (dor), tenho outras coisas mais prazerosas para fazer (prazer).

No final das contas, seu cérebro vai colocar na balança os motivos para fazer e não fazer, e os que forem mais fortes para você vencerão.

Facilmente, esse conceito pode ser extendido para qualquer coisa que você for tentar fazer na vida, como por exemplo, adiantar os estudos para uma prova que vai acontecer no futuro.

A tendência é que procrastinemos quando tentamos fazer isso, pois nosso cérebro associa muito mais dor ao ato de fazer o necessário naquele momento do que à perda da oportunidade. Afinal, podemos deixar para amanhã e existem coisas muito mais legais para fazer hoje.

Porém, quando chega na véspera da prova, seu cérebro não tem muita escolha e você acaba sentando a bunda na cadeira e estudando. Pois agora, a dor associada à perda da oportunidade é muito maior do que a dor associada ao ato de fazer, porque você não tem mais a opção de deixar para amanhã.

Depois de entender esse conceito, fica claro perceber o porque nos sabotamos ao fazer as coisas que precisamos fazer para atingir nossos objetivos de longo prazo.

Para o nosso cérebro, é muito mais claro e seguro optar pelos prazeres de curto prazo ao invés dos prazeres de longo prazo.

Por isso é tão difícil para muitas pessoas fazerem uma dieta. O prazer associado a ter um corpo bonito e saudável é muito menor que a dor associada ao processo da dieta, que envolve, por exemplo, não ter o prazer imediato de comer um chocolate agora.

O cérebro faz a matemática, soma a dor associada à dieta com o prazer que você pode obter ao comer um chocolate agora e essa soma acaba sendo mais forte do que o desejo de perder peso e possuir um corpo saudável.

Homer Simpson

Para terminar os exemplos, o mesmo acontece com o vestibular. Todo mundo que quer passar no vestibular associa uma certa quantidade de prazer ao ato de ser aprovado no vestibular.

Contudo, no campo de batalha, existe uma dor muito grande associada ao processo de estudar, os estudantes normalmente não sentem prazer em fazer isto.

Para piorar a situação, existem centenas de outras atividades que te proporcionarão prazer imediato, como ir para a balada com os amigos, ver algum seriado no Netflix ou simplesmente dormir.

Aí não tem jeito, se você não tiver um controle desta situação seu cérebro vai usar a lógica simples de dor e prazer para tomar a decisão, e provavelmente você vai acabar não estudando o suficiente.

Tá bom, mas o que eu devo fazer para lidar com isso?

Queria te dar uma boa notícia. Através do exercício que vou te mostrar abaixo, é possível tomar as rédeas de seu cérebro e ter mais força rumo a seus objetivos.

O exercício é composto pelo passo a passo abaixo. Aconselho que você faça agora e já execute o passo 6 amanhã de manhã:

Passo 1: Escreva seus dois maiores objetivos de longo prazo

Passo 2: Para cada um deles, anote as respostas para as seguintes perguntas:

  • O que me impede de me dedicar mais?
  • No passado, que dor vinculei a ação de me dedicar a esse objetivo?

Passo 3: Anote todo o prazer que experimentou no passado por se entregar a padrões negativos que vão contra esses objetivos

Passo 4: Anote o que lhe custará se não mudar agora

Passo 5: Escreva todo o prazer que obterá se atingir esses objetivos

Passo 6: Todos os dias de manhã, logo ao levantar da cama, leia o que você anotou e responda a seguinte pergunta:


Qual dos prazeres é mais importante para você: os obtidos pelos maus hábitos ou os que vai conseguir ao alcançar seus objetivos?

Ao realizar o passo 6 mentalize com forte emoção os prazeres. Quanto mais real forem os sentimentos maior será o impacto causado em seu cérebro.

É importante descrever bem os prazeres proporcionados pelos maus hábitos, pois só assim você vai conseguir identificar os momentos em que estiver fugindo de seus objetivos e reagir.

Ao repetir esse exercício diversas vezes, seu cérebro vai ganhar mais clareza sobre a importância de seus objetivos. As conexões neuronais se tornarão cada vez mais fortes e ficará cada vez mais fácil resistir as tentações que atrasam seus estudos.

Para finalizar, eu gostaria de deixar uma visão um pouco mais cética aqui sobre o funcionamento de nosso cérebro.

No final das contas, todas suas emoções ou decisões não passam de reações bioquímicas que acontecem em seu cérebro, que de certa forma, seguem alguma lógica que é influenciada por conexões neuronais que foram se fortalecendo ao longo dos anos pelas experiências que você vivenciou.

Treinamentos como esse que você aprendeu hoje são amplamente estudados pela programação neuro linguística e servem justamente para mudar a estrutura dessas conexões e te levar para um caminho de maior sucesso.

Bom por hoje é isso!

Te convido a compartilhar esse post usando os botões abaixo caso tenha gostado desse conteúdo. Mais pessoas merecem essas reflexões.

Forte abraço!